quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Hipermetropia Infantil

Postado por Caroll Maturana em quarta-feira, dezembro 21, 2016
Esse ano, descobrimos que a Marcella sofre de Hipermetropia Infantil, que não é nada diferente da de um adulto.
O primeiro sintoma, quem notou foi o pediatra, há um tempinho atrás: o estrabismo.
Após consulta com o oftalmologista, em 2012 (ela tinha 2 aninhos), ele não conseguiu identificar o estrabismo, mas o que mais chamou a atenção foram as manchinhas escuras que ela tem no olho, mas segundo o oftalmo, é apenas pigmentação nos olhos, o que, inicialmente, não traria problemas, e recomendou que fosse usado óculos escuros durante a exposição ao sol.
Desde então, a levava pelo menos 1 vez ao ano ao oftalmologista para acompanhar as manchinhas, se estavam crescendo ou escurecendo, e sempre estava tudo ok.
O estrabismo nos acompanhou durante esse tempo, mas não era uma coisa frequente, e nem fácil de se notar, em algumas fotos conseguíamos perceber, ou em alguns poucos momentos em que ela focalizava algo.
Esse ano, a Marcella passou para o 1º ano do fundamental, e começou a ler. Junto com a leitura, começaram as queixas de dores de cabeça.
Eu sempre tomo muito cuidado quando o assunto é remédio. Primeiro para evitar a auto medicação. Segundo porque a maioria dos remédios pediátricos que tenho em casa, para dor e febre por exemplo, são bem docinhos, e infelizmente tem um gostinho tão bom, que as minhas crianças gostam de tomar.
Parece loucura, mas gosto mais quando os remédios são amargos, pois sei que se a criança "pedir" é porque realmente a coisa tá feia.
Logo após uns dias de queixas de dores de cabeça. vieram as queixas de enjôo. 
Pensei logo na alergia à lactose (que vou falar em breve), mas a dieta estava sendo seguida tão direitinho, que não conseguia entender. Depois veio a desconfiança de refluxo, quase marquei um Logo depois, ela reclamou que não estava conseguindo ler o que tinha escrito no imã de geladeira que ganhei no dia das Mães, e no dia seguinte lá estava eu, no oftalmologista. Ela, ficou eufórica com a possibilidade de usar óculos como o pai. E eu jurava que era mais uma com miopia (dificildade de enxergar longe) na família.
O primeiro exame que fizemos foi o de miopia, já que a distância entre ela e o imã de geladeira era grandinha. Nada. Então, fomos ao colírio, e um chá de espera, para a pupila  dilatar, pois apesar da dificuldade em enxergar para "longe" que ela teve no dia anterior, os sintomas (estrabismo, dores de cabeça e enjôo) eram de Hipermetropia (as imagens ficam totalmente desfocadas tanto de perto quanto de longe)!
Bingo! Dois graus em cada olho. O que, segundo o médico, não é tão alto na hipermetropia, ele disse que em criança, ele nem receita óculos se tiver até um grau, tenta reverter, sem o uso deles, porém, dois graus, para a felicidade dela, iria prescrever óculos sim.
O uso, seria para ler, escrever, usar o computador, celular, ver televisão...ou seja, coisas que ela faz o tempo inteiro. Logo, ela tem usado óculos durante todo o dia.
O estrabismo já é raríssimo, pois era causado pela "força" que os olhinhos faziam para focalizar algo com nitidez. As dores de cabeça e enjôo ainda permaneceram nas primeiras semanas, mas seria normal, até ela se acostumar com o óculos.
Aliás, tiro o chapéu para minha menininha, que logo se adaptou. Confesso que fiquei com um certo medo de "bullying" na escola, o que não aconteceu. Fiquei com medo também dela sentir incômodo, não querer usar, apesar de que, ela mesma quem escolheu o óculos mais confortável, e foi uma delícia vê-la provando vários modelos. Acho muito importante permitir o seu filho nesse momento tão diferente para ele, escolher o modelo que melhor se adapta, tanto esteticamente, quanto no conforto, pois será ele quem vai usar, o dia todo, se for o mesmo caso da Marcella.
O que acontece muito é a falta de costume no manuseio, que a faz colocar o dedinho nas lentes toda vez que tira o óculos para dormir ou tomar banho. 
Tivemos muita sorte, pois o que na minha cabeça seria um grande problema, Marcellinha tirou de letra, e já estranha seu visual sem óculos. Até brinco dizendo que ela nasceu com cara de quem usa óculos.
Daqui há 1 mês, retornaremos ao oftalmo (ela está usando há 2 meses), para um novo exame, pois o problema pode estabilizar, pode regredir, ou até mesmo progredir. Quanto a cirurgia, que logo perguntei, ainda não se faz necessária, nem recomendada. Ele disse que depende de como vai ficar, após os 18 anos. Aí sim, veremos se é recomendada e se ela vai querer realizar.
Para saber mais sobre o assunto, de forma técnica, recomendo esse artigo bem bacana no site Hospital de Olhoshttp://blog.hospitaldeolhos.net/index.php/como-tratar-a-hipermetropia-infantil
Fique atento, pois muitas vezes, a Hipermetropia é silenciosa, e pode prejudicar seu filho na escola por exemplo.
Por aqui tudo melhorou para nossa pequena, e sem dúvidas, ela está muito feliz, vendo o mundo com "outros olhos"!





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