domingo, 17 de abril de 2016

A maternidade nos torna propriedade particular de nossos filhos?

Postado por Caroll Maturana em domingo, abril 17, 2016
Hoje mais uma vez me peguei fazendo essa pergunta a mim mesma.
Na tentativa de dormir após o almoço, coisa que só consigo fazer nos finais de semana, acordo com um choro pirracento e a voz do papai tentando acalmá-la. Tento ignorar por alguns minutos e fingir que estou dormindo para ver se ela se solidariza com meu descanso, mas a essa altura o choro já está no travesseiro ao lado do meu.
Continuo com olhos fechados e confesso que apesar de ser díficil dormir assim, estava ótimo pelo menos poder estar com os olhos fechadinhos, mas percebo que não tem jeito já que ela não se acalma com o pai. Abro os olhos e lá está ela, querendo subir em cima de mim.
Allice está com 1 ano e 7 meses, e desde pequena, eu a fazia dormir em cima da minha barriga. Dessa maneira ela ficava bem coladinha a mim, esquentava a barriguinha (o que a fazia se acalmar quando tinha cólicas) e eu conseguia dar umas cochiladas nas noites agitadas que todo recém nascido nos proporciona.
Esse hábito foi crescendo com ela, e se por um lado ainda é uma delícia tê-la coladinha a mim, por outro lado, após o almoço é uma tortura. Allice está com quase 12 quilos. Imagina 12 quilos em cima de seu estômago logo após o almoço?
Foi por isso que mais uma vez me perguntei: será que ela pensa que meu corpo pertence a ela?
Pois ela é quem dita como quer dormir e na maioria das vezes é sobre mim, como se eu fosse um colchão, que tem que proporcionar conforto e aconchego.
Tem dias em que ela só brinca se eu estiver sentada. Basta eu levantar, para que ela venha chorando e pedindo colo. E lá vou eu, sentar novamente.
Nesses dias, o serviço da casa fica para depois, e já que ela me permite sentar, e vai brincar, aproveito para trabalhar no computador.
Mas o dia em que até o computador vira seu rival, aí a coisa fica feia! Ela não permite que eu segure o notebook, e inventa de ficar a manhã todinha no meu colo, independente de eu estar sentada ou em pé.
Ah, mas tem aqueles dias, em que ela quer a atenção exclusiva, e nesses dias não posso dar atenção às irmãs, e muito menos falar ao telefone. Quem me liga com certeza já escutou um choro de Allice, pois nesses dias em que ela quer toda atenção para ela, basta eu falar "alô" para que o "modo on" do choro se ative!
Mas não é só minha atenção que tem dona! Allice não mama mais, mas bastou me ver trocando de roupa para pedir colo e brincar com o "mamá"! Meu umbigo deve ser bem divertido também, já que ela brinca com ele e morre de rir. E ai de mim se estiver com pressa e não deixar ela brincar com o que ela acha que é dela. Me sinto uma extensão de seu corpo, e uma vez li em algum lugar que essa idéia que os bebês têm de que fazemos parte deles deixariam de existir após 1 ano.
Cá estamos, por 1 ano e 7 meses em que eu tenho dona! E ela é bem ciumenta!


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